domingo, 12 de setembro de 2010

Não sei

Aqui estou.
Sem rumo,
Sem teto,
Sem guarida.

Aqui eu sou...
Um ser incerto,
De chegada
E de partida.

Sem nada restar,
Apenas versos.
Versos de valsas pausadas
Versos em eco, versos de nada.

Me despeço,
Mas continuo em paralelo.
Na escada, próximo passo.
Em direção, perdida.

Em vento,
Apresento-lhe mais uma rima que invento.
Sem Graça, Aurélia e Estevan.
Sem comédia, romance nem drama.

Parada.
Em salto eu ensaio.
Tem flores, eu vejo.

Me despeço,
Sem haver um desfecho
Deixando ao vento, ao verso...
Quiçá um beijo?

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