sábado, 11 de setembro de 2010

Dez de maio, dezessete e vinte e oito

Três pássaros pretos circulando no céu azul-claro sem perder o formato de triângulo, formando um lindo cenário. Um casal a semi-namorar no portão da escola.
"Não pise na grama" é a placa do verde à frente. É onde o casal está pisando.
Um menino do lado de dentro, com um headphone no ouvido, provavelmente ouvindo música, nada procura olhando a rua do lado de fora: carros, céu rosa (o sol acabou de se pôr), verde, mato, cerrado. O que ele está pensando? Não me pergunte, eu não o conheço. O que eu estou pensando? No que escrevo e, é claro, no que não escrevo também. Que incrível que é o cerébro, pensar de forma tão rápida, ou relativamente rápida.

Tem uma menina sentada no chão da escada e no meio, oscilando entre o seu caderno e uns olhares para quando alguém passa, ou observando alguma coisa que eu não sei nem nunca saberei. Mas ela escreve sem pressa, até esquecida de olhar as horas para saber quanto tempo ainda falta, para voltar provavelmente para casa.
Essa menina sou eu.

O casal foi embora, uma menina agora ocupa o mesmo lugar onde eles antes se beijavam. O meu celular deu aviso de pouca bateria. Tem carro saindo, carro entrando...Essa técnica de escrever está funcionando, mas está cada vez mais escuro, e está dando fome. Irei partir-me à mil. Digo, o texto do blog acaba aqui (eu acho).

Um comentário:

Lorena Carvalho disse...

Muito bem escrito. Parabéns! Fez que eu lembrasse do dia que você me contou sobre essas suas horas de espera pelo transporte, para voltar pra casa. Beijos.