domingo, 27 de junho de 2010

Te trago novas


Não leia os jornais, hoje te trouxe novas: sua mãe não morreu, seus dentes não cairam, você nem nasceu. Talvez não sejam boas, mas também não foi um equívoco, as boas novas serão pra sempre boas, te desviando do tédio sem fim. Então sorria e agradeça, ou então chore e se esqueça, mas alegres são as notícias que te trago. Talvez não sejam novas, mas boas novas serão sempre as boas velhas trazidas na hora certa. Como encomendas de outrépoca entregues a um futuro desconhecido: pra nada mais serve esta vida a não ser beber goles de Boas novas, em alta dosagem, superdosagem, auta-dosagem e média dosagem. Mas, é certo que, a todos, nascidos ou não, é dado a sina de saborear...com receio, saudade ou desespero, mas com a certeza de brindar com um sorriso a salvação do tédio que veio.

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